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Às vezes é difícil reconhecer o que se sente. As circunstancias são tantas, os problemas, as felicidades momentâneas. Tudo contribui, de forma boa ou ruim, para cultivar um sentimento, ainda que fininho, lá dentro do peito. Eu queria saber explicar tudo isso, mas é verdade que não posso. Não sei como. Mas o que vale na vida agora é seguir esse caminho já traçado, ele é mais seguro e descreve sozinho um pouco do que eu sou, ou do que eu construí pra mim. Querendo ou não essa é, e sempre foi, uma escolha puramente minha. Ainda que eu tenha escolhido ser infeliz, ou supostamente indiferente. Essa sou eu, essa é a minha vida e eu me reconheço em cada caminho mal traçado e em cada vontade que falta de continuar com tudo isso. Queria mesmo era jogar tudo pro alto e ir pra algum lugar bem longe, distante de toda essa indiferença que me rodeia, de todas as cobranças mudas de gente que só vê a si mesmo. Mudar. Mas me falta coragem, me falta uma mão, ou um grande e inconseqüente incentivo. Como se só isso fosse mudar toda uma existência ‘viciosa’. Mas enfim... Ninguém conhece a si mesmo completamente. Tão profundamente que possa julgar suas próprias angústias interiores racionalmente. Tento acreditar nisso e viver um dia de cada vez...
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preciso de uma gramado extenso e árvores frondosas
em uma tarde quente, com uma brisa leve...
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