sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Aos donos da razão...

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Quando um homem e uma mulher por algum motivo ou razão desconhecida, se unem, não necessariamente por amor, mas por uma necessidade carnal de externalização de um desejo súbito ou repentino, há, inevitavelmente (caso não se faça o uso de preservativos, e isso já não é natural.) a possibilidade ou probabilidade de se encomendar um rebento.
Os meses se passam, os seios incham, a mulher engorda, cresce a cada dia, a cada minuto um grãozinho de vida dentro de seu ventre. Não se sabe ainda seu nome, seu caráter, a cor de seus cabelos, seus olhos, não se sabe ainda seu sexo, coisa que só se fará notar lá para seus tantos meses de gestação.
Já me questionei algumas vezes o que nos faz diferentes ou iguais, se todos, em algum momento de nossa vida/existência, já não soubemos ainda o que seriamos, o que viríamos a ser. Sentimentos é certo que todos temos. Temos sonhos, temos formigamentos e borboletas na barriga. Temos o desejo de dominar, de controlar, de mandar, e ser completamente desarmados.
Características e características são o que nos definem, mas nada disso pode nos limitar. Homens e mulheres, mulheres e mulheres, homens e homens. Só consigo pensar que no início ainda não tínhamos nada definido no meio das pernas, e que de um e outro temos de ambos, só que em medidas diferentes.
Portanto, não me venha, com palavras mofadas, cheirando a preconceito conservador, dizer que isso não é normal. Afinal, quem é você, ser humano, pra ser o dono da razão?!

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por alguns, à alguém que não sabe o que diz!

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